21 de fev. de 2010

CURIOSIDADES...

UM POUCO sobre A HISTÓRIA DO CARNAVAL

Quando começa fevereiro todo mundo já sabe, seja aqui em Limoeiro ou em qualquer lugar do Brasil, o assunto é Carnaval. A nossa maior festa de rua promove uma verdadeira modificação no dia a dia do povo brasileiro, as ruas do recife param para dar passagem ao maior bloco carnavalesco do mundo, em Salvador milhares de pessoas dançam ao som do axé, enquanto no Rio de Janeiro predomina o samba... diferentes estilos musicais embalam os foliões do sábado à quarta feira de cinzas.

Mas se você quer saber um pouco sobre a história do Carnaval então se prepare para a primeira surpresa: ele não é, como muita gente pensa, genuinamente brasileiro. Esse pensamento pode até ocorrer porque foi aqui que ele ganhou a maior dimensão no mundo e tornou-se, além de uma festa popular, um produto de exportação que atrai em cada início de ano milhares de turistas para os espetáculos do Rio, São Paulo, Salvador e Recife, principalmente.

Mas o caminho até nossos dias foi longo e com muita meleca e muito líquido. Para a sua origem, muitos estudiosos buscam as mais variadas datas, referências e locais e quase nunca estão de acordo. Uns dizem ter remotos 10 mil anos (nos rituais festivos por boas lavouras). Outros menos, aí por uns seis mil anos, no Egito, em intenção à deusa Ísis. No mundo greco-romano o proto-caranaval conheceu a introdução da bebida e do sexo, segundo alguns autores. Em Roma, aconteciam bacanais, saturnais e lupercais, festejando também deuses pagãos como Baco, Saturno e Pã.

E quando o Carnaval chegou ao Brasil, você já deve estar se perguntando. A nós, é isso que interessa. Claro que sim. Por aqui, a data mais aceita como a da sua chegada é 1723, trazido pelos portugueses das ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. E veja só: não era ainda o carnaval como o conhecemos hoje. E por isso não tinha ainda esse nome. Conheciam-no por...Entrudo! cuja palavra vem do latim introitus e se refere às solenidades litúrgicas da Quaresma.

Vá lá, cada tempo com o seu evento. E a animação? Pensa você que já era assim blocos, escolas de samba, trio-elétrico, essa sofisticação toda? Não e não! Alegria havia, claro que sim. Mas a brincadeira no entrudo compunha-se de correrias desenfreadas, muito mela-mela com farinha e água com limão. Praticamente pouco mudou até quase a metade do século XIX, constituindo-se a festa de muita meleira e molhação. Os escravos eram animados na folia e polvilhavam-se uns aos outros e esguichavam água pelas ruas com uma enorme bisnaga de lata. Os senhores da alta sociedade segregavam essa festa da rua, preferindo o refúgio de suas casas para a brincadeira com, entre outras coisas, as laranjinhas – bolas de ceras que quando se espatifavam lançavam água perfumada. Mas também veja só: nem sempre esses senhores eram educados, havia alguns que jogavam em quem passava na rua do alto de seus casarões um líquido meio amarelado (dá pra adivinhar qual é, né?). Passar debaixo de uma janela nesse período era banho certo, por isso a movimentação nas ruas era pequena. No Primeiro Império o sucesso para a elite governante eram os bailes de máscaras, que a partir da década de 1840 popularizou-se.

No final do século XIX surgiram os primeiros blocos de carnaval e os famosos corsos. A festa começou a tomar a feição que tem hoje. Já era comum as pessoas se fantasiarem, e no início do século XX ganharem as ruas fantasiadas e com os carros enfeitados. Alguns sugerem que aí nasceu a idéia do carro alegórico – item obrigatório nos desfiles das escolas de samba.

A introdução das marchinhas de carnaval no início do século XX deixou-o muito mais animado e fortaleceu o seu crescimento. No Rio, a primeira escola de samba foi a Deixa Falar, criada por Ismael Silva em 1928, no bairro do Estácio. No início dos desfiles, em 1932, as escolas percorriam as ruas acompanhadas de populares. Mas em 1935, a disputa passou a ser para valer. Hoje o carnaval cresceu tanto e de tal forma virou um produto comercial que temos até os carnavais fora de época acontecendo Brasil afora em muitas cidades e capitais.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/um-pouco-da-historia-do-carnaval

Espero que vocês tenham aproveitado bastante o carnaval... mas sem "rebolation" espero!!!

INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS

O CACHIMBO DE MAGRITTE

Oi gente! Somente para concluir a discussão que tivemos em sala a respeito da idéia de representação, to postando umas informações a respeito do cachimbo de Magritte.

O desafio lançado por Magritte revolveu inúmeras questões a respeito da natureza da produção artística e de sua relação com a realidade. Em seu desafio Magritte quer nos levar a questionar as coisas mais simples e essenciais, além de revolucionar idéias e formas de produção e expressão artística.

Desde o célebre quadro representando um cachimbo se instalou uma verdadeira discussão, afinal o que é uma pintura? O mesmo questionamento pode ser aplicado a um poema, a uma ficção... a qualquer obra que trabalhe com a noção de realidade.

Dessa forma a pintura não é o real, é uma representação do real. Aquele cachimbo de Magritte não é um cachimbo, pois é uma representação do cachimbo que ele tinha eventualmente à sua frente. Ou nem isso, do cachimbo que ele se lembraria de ter visto e ali o colocava como provocação à sua frente na tela.

A representação é idealizada, ou seja a projeção em determinado espaço (no caso da pintura) de uma determinada realidade que em si mesma não se pode atingir. Na filosofia essa questão é discutida desde os gregos, sendo em Platão onde ela se encontra mais extrema, segundo ele tudo que enxergamos em nosso dia a dia é apenas uma representação, uma idéia das coisas originais que nós não contemplamos.

Em resumo e como desafio, o cachimbo de Magritte é a projeção da sua idéia de cachimbo e não o cachimbo-em-si, essência na realidade inatingível... E o que serve para desconstruir a realidade do cachimbo também serve para desconstruir a pretensa realidade da história, pois a sua realidade como era pretendida antigamente - alcançar uma suposta verdade acerca do passado é em si uma tarefa impossível.

GABARITO DA FICHA IEH: 1 C; 2 C; 3 C; 4 FVFFF; 5 D; 6 nula; 7 FVFFF; 8 VFFFV; 9 B; 10 FFVFV.

Ano passado aprovamos setenta e uma pessoas, esse ano eu quero aprovar mil!!

Abraço para todos!!